sábado, 5 de maio de 2012

EMPE1 AT.2.5 - Desafio individual - Leitura objetiva e inferencial


UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS
CURSO DE EDUCAÇÃO MUSICAL
Disciplina: Educação Musical - Prática e Ensino 1
Professoras: Isamara Alves Carvalho e Erica Viana
Tutora: Erica Furlan

Educação musical no decorrer das épocas

No texto “Evolução das ideias pedagógico-musicais”, Ilza Joly faz considerações a respeito do conceito de educação musical.
A autora expõe os pontos de vista de Feres (1989), que considera a importância da educação musical voltada para a sensibilização e expressão musical do indivíduo. Cita Gainza (1964) como defensora do estudo da evolução da pedagogia musical.
Em seguida, afirma que a educação musical na sociedade indígena era da responsabilidade de indivíduos especializados. E que, de um modo geral, a música possuía lugar privilegiado nas sociedades mais antigas. Especialmente na Grécia, onde o ensino da música era realizado desde a infância, pois este era considerado parte essencial da formação do indivíduo, segundo Gainza (1964).
Joly finaliza seu texto expondo a desvalorização da educação musical no decorrer de diferentes épocas, nas quais sempre foi preciso reafirmar seu valor. E propõe ao educador a missão de resgatar a música na sua totalidade.
Percebo, no meu trabalho, como a música é importante em todas as faixas etárias.  A convivência com a música é capaz de sensibilizar, aumentar a autoestima, socializar e desenvolver a coordenação motora e a percepção auditiva do indivíduo.
Concordo com a autora no que diz respeito ao resgate do valor da música. Acredito que a sociedade ainda não reconhece o papel do educador musical. Há desrespeito e desvalorização a este profissional. Muitas escolas aceitam a presença de pessoas não especializadas para lecionar e coordenar projetos de música. Com isto, o ensino se torna indiferente e improdutivo.


Referências:

JOLY, Ilza. “Evolução das ideias pedagógico-musicais”. Disponível em:            < http://ead.sead.ufscar.br/mod/resource/view.php?id=177770> Acesso em: 07 abr. 2012.

EMPE1 AT.2.6 - Desafio individual - Leitura objetiva e investigação inicial



UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS
CURSO DE EDUCAÇÃO MUSICAL
Disciplina: Educação Musical - Prática e Ensino 1
Professoras: Isamara Alves Carvalho e Érica Viana
Tutora Erica Furlan

            No texto “Sobre a história da Educação Musical”, Ilza Joly organiza ideias de diferentes autores para fazer um breve panorama histórico da educação musical.
            Já no início do texto, a autora cita Teca Alencar de Brito (1998), que afirma que a música sempre esteve presente na infância. Porém, é recente a valorização educação musical no Brasil como parte essencial da formação do indivíduo. Ela afirma que, para Gainza (1964), a pedagogia musical acompanha a evolução da música.
            Em seguida, faz um panorama histórico da educação musical. Afirma que nas sociedades primitivas, assim como na Grécia, a música recebia lugar de destaque, e era ensinada por pessoas especializadas. Observa a importância de Guido D’Arezzo como educador musical na Idade Média, ainda que o ensino musical fosse voltado para a religião da época. E ressalta a popularização do ensino da música, especialmente por Rousseau, no Renascimento.
            A autora aborda os argumentos de Gainza (1964), que observa tendências opostas no decorrer das épocas que influenciam a educação musical. São elas: racionalismo e sensorialismo, ou teoria e prática musical. Afirma que ambas tendem a se separar, tornando-se extremistas e prejudicando a totalidade do ensino.
            Ela finaliza destacando ideias de Gainza, que afirma que o ensino deve ser reformulado à medida que se torna mais acessível. E que há um processo de renovação do ensino da música, no qual se torna possível aprender prazerosamente.
            Teca Alencar de Brito é professora do curso de Licenciatura em Música da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP). É defensora da acessibilidade e popularização do ensino da música, assim como Rousseau. Este é considerado um dos precursores da escola moderna. Foi pioneiro no estudo da idade mental referente ao adulto ou à criança, e buscava a singularidade do indivíduo na educação. Rousseau foi um grande pensador da época do Renascimento, movimento histórico entre a Idade Média e a Moderna que defendia o uso da razão e enaltecia as ações humanas (humanismo).

Referências:

JOLY, Ilza Zenker Leme. Sobre a história da educação musical. Disponível em: <http://ead.sead.ufscar.br/mod/resource/view.php?id=177771> Acesso em: 09 abr.2012

FILHO, João Cardoso Palma. A educação através dos tempo. Acervo digital da Unesp. Disponível em: <http://www.acervodigital.unesp.br/bitstream/123456789/173/1/01d06t01.pdf> Acesso em 09 Abr. 2012.

BRITO, Teca Alencar de. Para ouvir, cantar e tocar. Nova Escola, Janeiro/Fevereiro 2012. Edição 249. Disponível em: <http://revistaescola.abril.com.br/creche-pre-escola/musica-pre-escola-ouvir-cantar-tocar-> Acesso em: 09 abr. 2012.

SOUSA, Rainer. Renascimento. Brasil Escola. Disponível em:                                                     < http://www.brasilescola.com/historiag/renascimento.htm> Acesso em 09 abr. 2012.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

CIEM AT.2.2 Pesquisa - Esculturas Sonoras


UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS
CURSO DE EDUCAÇÃO MUSICAL
Disciplina: Construção de Instrumentos para Educação Musical
Aluna: Fernanda Jonas Dearo
Professor: Eduardo Nespoli
Tutor: Matheus Ferreira

Esculturas sonoras

Segundo Sardo (2012), “Esculturas Sonoras são obras plásticas-musicais construídas artesanalmente que proporcionam ao público a apreciação visual, aliada a interação artística e lúdica, por meio de fontes sonoras timbrísticas e melódicas.” Campesato e Iazzetta (2006) afirmam que esta modalidade artística emergiu em meados da década de 1970 e, desde então, abre espaço para novas possibilidades de texturas musicais.
Os escultores sonoros exploram a criatividade a todo o tempo, do uso de materiais diversos à beleza do trabalho final. Zimoun trabalha com caixas de papelão, isopor, bolas de algodão, fios de solda e motores DC preparados, entre outros materiais. Sardo produz esculturas sonoras a partir de sucatas de plástico, madeira, papel e metal, que transmitem reações visuais, sociais e ambientais. Narcélio Grud cria objetos a partir de placas de sinais de trânsito, acoplados a instrumentos musicais. São as esculturas sonoras públicas, expostas nas ruas de Fortaleza. Os projetos de Bill Fontana exploram tecnologias híbridas de microfones acústicos a sensores submarinos. Abaixo, alguns exemplos:

“O pássaro”, de Fernando Sardo

<http://www.fernandosardo.com.br/portugues/>

“80 motores DC preparados, bolas de algodão, caixas de papelão 71×71×71cm”
Zimoun, 2011

<http://assets.thecreatorsproject.com/blog_article_images/images/000/021/483/zimoun_80_prepared_dc_motors_cotton_balls_cardboard_boxes_2_detail_em.jpg?1321364280>

Campesato e Iazzetta (2006) afirmam que a escultura sonora, diferentemente da música em geral, não possui relações fundamentais com o tempo. Afinal, nela são exploradas outras fontes de materiais como luz, cor, espaço arquitetônico e objeto. Por outro lado, o trabalho do espaço é fundamental nesta modalidade.
            O processo de criação de uma escultura sonora integra experimentação, na medida em que os escultores exploram materiais não-convencionais e sua distribuição no espaço, visualidade, performance e plasticidade; e pesquisa, já que os artistas buscam incessantemente por novos materiais, utilizando, inclusive, tecnologias eletrônicas e digitais. Tudo é feito em busca de novas sonoridades e expressividade plástica.


Referências:

SARDO, Fernando. Esculturas Sonoras. Disponível em: <http://www.fernandosardo.com.br/portugues/> Acesso em: 01 mai. 2012.

CAMPESATO, Lílian e IAZZETTA, Fernando. Som, espaço e tempo na arte sonora. XVI Congresso da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Música (ANPPOM), Brasília, p. 775-780. 2006. Disponível em: <http://www.eca.usp.br/prof/iazzetta/papers/anppom_2006.pdf>. Acesso em: 01 mai. 2012.

HOLMES, Kelvin. A elegância elétrica das Esculturas Sonoras de Zimoun. The Creators Project. Disponível em: <http://thecreatorsproject.com/pt-br/blog/a-elegância-elétrica-das-esculturas-sonoras-de-zimoun>. Acesso em: 01 mai. 2012.

RUBENIA. Esculturas Sonoras públicas. Um conteúdo a mais. Disponível em: <http://www.umconteudoamais.com.br/index.php/design/esculturas-sonoras-publicas/>. Acesso em: 01 mai. 2012.